Pundonor

Não há mais palavras que me aprisionarão. As pessoas muitas vezes não me conhecem, mas também não fazem a mínima questão. Acreditam piamente que a sua liberdade é a livre expressão, onde vivem seus pontos de vista mesquinhos – imaturos – não dando o devido valor as experiências que adquirem. Fazem do medo sua fortaleza e erguem suas inseguranças como lanças à guerra iminente. Corroem como ácido minha boa vontade, minam minhas condutas e debocham das minhas virtudes. Cobram das minhas atitudes uma reciprocidade a qual não compartilham com ninguém, nem elas mesmas.

Doar-me-ei por inteiro a quem se doar. Uma premissa sem a barreira das palavras tão almejadas que nunca fizeram jus aos meus verdadeiros sentimentos. Que a partir de agora, apenas sejam necessários compartilhar o olhar e o sentir, que isso basta para mutuamente nos compreendermos.